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| foto: Reprodução |
Uma semana e meia após ser nomeado ministro do Planejamento,
Romero Jucá (PMDB) anunciou nesta segunda-feira (23), sob vaias e protestos,
que vai se licenciar do cargo a partir desta terça-feira (24). Embora tenha
anunciado "licença", ele disse que "tecnicamente" vai pedir
exoneração porque voltará a exercer o mandato de senador por Roraima. Jucá é
investigado na Lava Jato e em outro processo no Supremo Tribunal Federal (STF).
A saída do governo ocorre no mesmo dia em que o jornal "Folha de S.Paulo"
divulgou conversa em que Jucá sugere um "pacto" para barrar a Lava
Jato ao falar com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Machado negocia
acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República - que detém o
áudio. Antes de dizer que ia se licenciar Jucá afirmou em entrevista coletiva
que não devia "nada a ninguém" e não via "nenhum motivo para
pedir afastamento". Disse também que o termo "estancar a
sangria", usado na conversa com Machado, se referia à economia. O jornal
publicou o áudio do diálogo e, horas depois, Jucá anunciou que deixaria o
governo.

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