Os deputados franceses aprovaram hoje (9) uma controversa alteração à constituição do país para incluir a figura da retirada de nacionalidade. A emenda foi aprovada por uma curta maioria de 162 votos a favor e 148 http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-02/deputados-franceses-aprovam-emenda-que-retira-nacionalidade-de-terroristascontra.
A emenda constitucional, cuja votação estava inicialmente prevista para quarta-feira (10), foi proposta pelo governo socialista francês como forma de punição de condenados por terrorismo na sequência dos atentados de Paris de 13 novembro de 2015.
A iniciativa legislativa gerou controvérsia no próprio governo e foi criticada em bloco pela oposição. A proposta levou à demissão da ministra da Justiça francesa, Cristiane Taubira.
De acordo com o governo, a destituição será “uma pena complementar, pronunciada por um juiz”, no caso de “crimes contra os interesses fundamentais da nação” ou crimes terroristas, bem como de delitos de terrorismo punidos com pelo menos dez anos de prisão.
Em vez da retirada da nacionalidade, o juiz poderá pronunciar uma pena de destituição dos direitos relacionados com a nacionalidade: direitos civis ou cívicos, como o direito de voto, de ser eleito, de exercer uma função pública, entre outros.
A lei atualmente em vigor na França já permite a retirada da nacionalidade aos cidadãos que a tenham adquirido, por casamento, naturalização ou nascimento na França de pais estrangeiros, mas deixa de fora os franceses por nascimento: os filhos de franceses.
A emenda agora aprovada visa a alargar a retirada da nacionalidade aos detentores de dupla nacionalidade que nasceram franceses e tenham sido “condenados por um crime que constitua uma ofensa grave à vida da nação”.
Nem a Constituição, nem o projeto de lei de aplicação farão qualquer referência aos binacionais, tornando possível, em teoria, a retirada da nacionalidade de um francês sem outra nacionalidade.
Ao retirar a expressão “binacionais”, o executivo francês tornou a medida aplicável a todos os franceses, mas comprometeu-se a ratificar a Convenção da ONU para a Redução dos Casos de Apatridia de 1961. Esse texto autoriza os Estados a praticar a apatridia (retirada de nacionalidade) em casos restritos, nomeadamente, “um indivíduo que tenha um comportamento gravemente prejudicial para os interesses essenciais do Estado”.
Na França, uma alteração constitucional tem de ser aprovada por pelo menos três quintos dos membros das duas câmaras do Parlamento, a Assembleia Nacional (câmara baixa) e o Senado (câmara alta).
Postagens Relacionadas
- Temer diz que prefeitos podem usar valor da repatriação para pagar 13º salário12 Nov 20160
O presidente Michel Temer postou um vídeo no Twitter ressaltando que parte do dinheiro arrecadado...Read more »
- Vaquejada não está proibida na Bahia, afirma Eduardo Salles08 Oct 20160
Autor da lei que regulamenta as vaquejadas e cavalgadas na Bahia, sancionada pelo governador Rui ...Read more »
- Crise brasileira: herança deixada pelo governo Petista05 Oct 20160
Os principais jornais do país amanheceram nesta quarta-feira (5) com pelo menos meia página de an...Read more »
- Governador Rui Costa e Mário Negromonte são alvos de ação da PF04 Oct 20160
O esquema investigado pela operação Hidra de Lerna, deflagrada pela Polícia Federal na manh...Read more »
- VR Política: Processo contra Jean Wyllys por cuspir em Bolsonaro chega ao Conselho de Ética14 Sep 20160
Em reunião da Mesa Diretora nesta terça-feira (13), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ...Read more »
- Ipiaú: prefeito Desmente Cleraldo Andrade, sobre “SAC e Fábrica de Motos” mais hoje estão juntos02 Sep 20160
Durante entrevista ao programa Mais Perto de Você pela rádio Ubatã FM, 91,9, o prefeito Deraldino...Read more »
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postar um comentário
Clique para ver o código!
Para inserir emoticon você deve adicionado pelo menos um espaço antes do código.