A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta
quinta-feira, 5, a "Operação Imperador", com o objetivo de
desarticular uma organização criminosa formada por membros da administração
municipal de Riacho de Santana, entre eles o atual prefeito Tito Eugênio Cardoso
de Castro, o chefe de gabinete e um vereador da cidade. Estão sendo cumpridos
três mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e cinco de medidas
cautelares nas cidades de Guanambi, Tanque Novo e Riacho de Santana, na região
sudoeste da Bahia. De acordo com as investigações, os suspeitos praticavam
fraudes em licitação, lavagem de dinheiro e desvio de recursos público da
educação, principalmente da verba destinada ao transporte escolar do município.
A ação da PF conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do
Ministério Público. Em fiscalização, a CGU constatou que uma licitação para
transporte escolar, realizada no primeiro mandato de Tito Eugênio, foi fraudada
para viabilizar a contratação da empresa Viação Rodoviária Riachense (VRRS).
Essa empresa foi criada logo após a confirmação do resultado da primeira
eleição do governante municipal, em outubro de 2008. Conforme apurado, essa
empresa foi registrada em nome de "laranjas" de confiança do
prefeito. Entre 2009 e 2010, a CGU constatou que os pagamentos de recursos
federais feitos à VRRS, totalizou R$ 3,3 milhões. A decisão foi expedida pelo
Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília/DF. As penas máximas, se
somadas, podem chegar a mais de 30 anos de prisão. O nome da operação é uma
referência ao principal investigado, o prefeito da cidade, que tem o mesmo nome
de dois imperadores romanos. *Com informações do A Tarde
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